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ECONOMIA

Copom reduz Selic, mas mantém suspense quanto a cortes futuros

Comitê do BC confirma previsão do mercado e corta taxa de juros em apenas 0,25 p.p, diante das incertezas causada pela guerra no Irã

Há 190 dias • por Da Redação
Copom reduz Selic, mas mantém suspense quanto a cortes futuros
Gabriel Galípolo, presidente do BC: "serenidade e cautela"
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2:17

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, em sua reunião de 18 de março de 2026, a redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,75% ao ano. A decisão encerra um ciclo de nove meses em que a taxa se manteve a 15%, mas veio com um gosto amargo. Em fevereiro, a expectativa era de que o corte fosse de 0,50 p.p.. A guerra no Irã, contudo, encareceu os combustíveis e criou nova pressão inflacionária para o mundo todo. Isso levou o Copom a adotar uma atitude de maior cautela, como o mercado já previa.

Causas e Justificativas

O comitê justificou o corte referindo-se à desaceleração econômica observada nos últimos meses e à confiança de que o período prolongado de juros altos cumpriu seu papel de ancorar as expectativas de inflação.

A guerra no Oriente Médio foi o principal fator de cautela. O preço do petróleo tipo Brent, referência no mercado, teve alta de 50% desde o início do conflito e gira em torno de US$ 110. Com isso, a projeção do BC para o IPCA de 2026 subiu de 3,4% para 3,9%.

Ambiguidade

O corte de 0,25 p.p., em vez de 0,50 p.p., foi uma solução de compromisso. Respondeu à pressão do governo e de setores produtivos, segundo os quais os juros começam a estrangular a economia e exigem alívio. Mas também sinalizou que o BC pretende manter o rigor, diante da volatilidade da política internacional e do risco de contágio dos preços dos combustíveis.

O comunicado divulgado depois da reunião foi ambíguo quanto à perspectiva de cortes futuros. Disse que enxerga “condições para que ajustes no ritmo da calibração sejam possíves”, o que mantém a esperança de reduções maiores na taxa de juros. Ao mesmo tempo, enfatizou que a estratégia de “serenidade e cautela” deve prevalecer. A ata da reunião, que ainda será publicada, pode trazer mais clareza a essa leitura.

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