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ECONOMIA

Queda dos juros começou, mas com rédea curta, diz Copom

Órgão divulgou nesta terça ata da reunião que decidiu pelo corte da Selic em 0,25 p.p.. Documento enfatiza necessidade de cautela

Há 186 dias • por Da Redação
Queda dos juros começou, mas com rédea curta, diz Copom
Ata do Copom reafirma que teve início um ciclo de queda da Selic, mas não se compromete com velocidade. Foto: Reprodução
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2:24

O Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou nesta terça, 24, a ata da reunião que resultou em corte da taxa básica de juros de 15% para 14,75%. O documento põe ênfase nas incertezas do cenário internacional, trazidas pela guerra no Oriente Médio. Não se compromete com novos cortes na próxima reunião, muito menos com sua magnitude (se 0,5 p.p. ou 0,25 p.p.). Tampouco afasta taxativamente essa possibilidade. O colegiado define assim o seu posicionamento: “seguir com serenidade e reunir mais informações ao longo do tempo”.

Cautela, cautela, cautela

A ata reafirma que o corte modesto da semana passada foi “o mais adequado” para aquele momento específico, evitando extrapolações sobre os próximos passos. Diferentemente do comunicado anterior, divulgado antes dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, o texto agora adota uma postura deliberadamente cautelosa e não permite previsões sobre o futuro.

Na prática, o Copom tirou ênfase da hipótese de aceleração do ritmo de queda dos juros, sem, contudo, abandoná-la. Deu a si mesmo um maior grau de liberdade, diante de um ambiente altamente volátil.

Ciclo de cortes

Ainda assim, a ata deixa claro que um ciclo de flexibilização da política monetária foi iniciado. A magnitude e duração desse processo é que serão determinadas ao longo do tempo. Confirmou-se o viés de queda das juros, mas condicionado à evolução de variáveis-chave: pressões inflacionárias e nivel de atividade econômica.

Segundo o Copom, os riscos inflacionários já eram elevados e se intensificaram com o agravamento da guerra envolvendo o Irã. Mas a ata também chama atenção para a dinâmica doméstica. Embora haja sinais acumulados de desaceleração da economia, indicadores do Banco Central sugerem alguma retomada da atividade no início de 2026. O quadro é ambíguo e contribui para a postura conservadora do comitê.

A mensagem central da ata é que o ciclo de queda começou, mas será conduzido com prudência máxima, sujeito a interrupções ou mudanças de intensidade conforme evolua o balanço de riscos.

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