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POLíTICA

Nova pesquisa consolida favoritismo de Helder Barbalho ao Senado no Pará

Levantamento da Real Time Big Data para Senado no Paráaponta disputa entre Éder Mauro e Celso Sabino para segunda vaga

Há 52 dias • por Melissa Fernandez
Nova pesquisa consolida favoritismo de Helder Barbalho ao Senado no Pará
Helder Barbalho (MDB); Éder Mauro (PL); e Celso Sabino (PDT). Fotos: Senado Fotos / Câmara dos Deputados
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3:45

A nova pesquisa Real Time Big Data para a eleição ao Senado no Pará reforça uma tendência que já vinha sendo observada desde o início da campanha: o ex-governador Helder Barbalho (MDB) aparece como favorito para se eleger para uma das duas vagas que estarão em disputa em outubro. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira, Helder lidera com 40% das intenções de voto, deixando a verdadeira disputa para a segunda vaga em jogo.

O levantamento revela uma mudança importante na configuração da corrida. Se a pesquisa Genial/Quaest divulgada no fim de julho apontava uma disputa pulverizada entre o deputado federal Éder Mauro (PL), o senador candidato à reeleição Zequinha Marinho (Podemos) e outros postulantes pela segunda cadeira, o novo levantamento mostra um afunilamento da disputa. Agora, Éder Mauro, com 17%, e o ex-ministro do Turismo Celso Sabino (PDT), com 15%, aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro, concentrando a batalha pela segunda vaga.

Veja o resultado do levantamento:

  • Helder Barbalho (MDB) – 40%
  • Delegado Éder Mauro (PL) – 16%
  • Celso Sabino (PDT) – 12%
  • Zequinha Marinho (Podemos) – 11%
  • Chicão Melo (União Brasil) – 10%
  • Breno Guimarães (Novo) – 1%
  • Gizelle Freitas (Psol) – 1%
  • Livia Noronha (Solidariedade) – 1%
  • Gal Leite (UP) – 0%
  • Marcelino Conti de Souza (Psol) – 0%
  • Nulo/branco – 3%
  • Não sabe ou não respondeu: 5%

Herança

A fotografia indica que Helder conseguiu preservar sua vantagem. Trata-se de um desempenho esperado para um político de família com alto capital político na região, somado ao amplo conhecimento junto ao eleitorado local, com 66% de aprovação no último mandato. Em disputas majoritárias, como é o caso do Senado, esse patrimônio costuma ter peso decisivo, especialmente quando o candidato não precisa gastar energia para ampliar sua taxa de conhecimento.

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A disputa também carrega um forte componente simbólico. Ao decidir não buscar a reeleição, o senador e também ex-governador do estado Jader Barbalho abre caminho para que Helder, seu filho, herde a sua cadeira. Se eleito, o Helder não apenas sucederá uma das figuras mais influentes da política paraense desde a redemocratização, como consolidará uma transição geracional dentro do principal grupo político do estado, combinando o legado construído por Jader com o capital político próprio acumulado em dois mandatos consecutivos no Palácio Lauro Sodré.

Segunda vaga

O crescimento do pedetista Celso Sabino altera a dinâmica da campanha ao colocar um nome ligado ao campo governista em condições reais de disputar espaço com Éder Mauro (PL), principal representante da direita paraense. A consequência é uma tendência de polarização, reduzindo o espaço de candidaturas que, há poucas semanas, apareciam como competitivas.

O senador Zequinha Marinho (Podemos) corre por fora e vem logo atrás. Ele tem base significativa no interior do estado e entre segmentos do eleitorado evangélico, mas Sabino e Mauro têm estruturas partidárias robustas e maior chance de nacionalizar a campanha.

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores no Pará entre os dias 30 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PA-08492/2026.

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