A nova pesquisa Real Time Big Data para a eleição ao Senado no Pará reforça uma tendência que já vinha sendo observada desde o início da campanha: o ex-governador Helder Barbalho (MDB) aparece como favorito para se eleger para uma das duas vagas que estarão em disputa em outubro. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira, Helder lidera com 40% das intenções de voto, deixando a verdadeira disputa para a segunda vaga em jogo.
O levantamento revela uma mudança importante na configuração da corrida. Se a pesquisa Genial/Quaest divulgada no fim de julho apontava uma disputa pulverizada entre o deputado federal Éder Mauro (PL), o senador candidato à reeleição Zequinha Marinho (Podemos) e outros postulantes pela segunda cadeira, o novo levantamento mostra um afunilamento da disputa. Agora, Éder Mauro, com 17%, e o ex-ministro do Turismo Celso Sabino (PDT), com 15%, aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro, concentrando a batalha pela segunda vaga.
Veja o resultado do levantamento:
- Helder Barbalho (MDB) – 40%
- Delegado Éder Mauro (PL) – 16%
- Celso Sabino (PDT) – 12%
- Zequinha Marinho (Podemos) – 11%
- Chicão Melo (União Brasil) – 10%
- Breno Guimarães (Novo) – 1%
- Gizelle Freitas (Psol) – 1%
- Livia Noronha (Solidariedade) – 1%
- Gal Leite (UP) – 0%
- Marcelino Conti de Souza (Psol) – 0%
- Nulo/branco – 3%
- Não sabe ou não respondeu: 5%
Herança
A fotografia indica que Helder conseguiu preservar sua vantagem. Trata-se de um desempenho esperado para um político de família com alto capital político na região, somado ao amplo conhecimento junto ao eleitorado local, com 66% de aprovação no último mandato. Em disputas majoritárias, como é o caso do Senado, esse patrimônio costuma ter peso decisivo, especialmente quando o candidato não precisa gastar energia para ampliar sua taxa de conhecimento.
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A disputa também carrega um forte componente simbólico. Ao decidir não buscar a reeleição, o senador e também ex-governador do estado Jader Barbalho abre caminho para que Helder, seu filho, herde a sua cadeira. Se eleito, o Helder não apenas sucederá uma das figuras mais influentes da política paraense desde a redemocratização, como consolidará uma transição geracional dentro do principal grupo político do estado, combinando o legado construído por Jader com o capital político próprio acumulado em dois mandatos consecutivos no Palácio Lauro Sodré.
Segunda vaga
O crescimento do pedetista Celso Sabino altera a dinâmica da campanha ao colocar um nome ligado ao campo governista em condições reais de disputar espaço com Éder Mauro (PL), principal representante da direita paraense. A consequência é uma tendência de polarização, reduzindo o espaço de candidaturas que, há poucas semanas, apareciam como competitivas.
O senador Zequinha Marinho (Podemos) corre por fora e vem logo atrás. Ele tem base significativa no interior do estado e entre segmentos do eleitorado evangélico, mas Sabino e Mauro têm estruturas partidárias robustas e maior chance de nacionalizar a campanha.
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores no Pará entre os dias 30 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PA-08492/2026.




