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POLíTICA

Nexus: desgaste de Flávio cessa e eleição volta à estaca zero

Maioria dos eleitores diz que vivia melhor no governo Bolsonaro do que atualmente e vantagem de Lula se estreita

Há 54 dias • por Leonardo Barreto
Nexus: desgaste de Flávio cessa e eleição volta à estaca zero
Flávio e Fernanda Bolsonaro em convernção do PL. Foto: Vittor Sales/PL
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Uma pesquisa preocupante para o governo vem quando Lula ameaça “calçar o salto alto” e não ir aos debates.

O encurtamento da vantagem para Flávio Bolsonaro no levantamento Nexus/BTG divulgado nesta segunda, 3, é significativo e parece ter relação com o fato de ele ter conseguido formalizar sua candidatura e apaziguar conflitos internos.

O que chama atenção é a comparação direta entre os governos Lula e Bolsonaro. A maioria diz que vivia melhor no governo anterior de forma geral, com destaque para uma “saudade” do custo de vida.

As opções de terceira via continuam sem fôlego. Pelo contrário, a conversão de simpatizantes de Bolsonaro em bolsonaristas convictos diminui o espaço para o crescimento de candidatos “nem-nem”.

  1. Encurtamento generalizado da vantagem de Lula
    • 1º Turno: a diferença entre Lula e Flávio caiu de 9pp (42% a 33%) para 4pp (41% a 37%);
    • 2º Turno: A margem caiu de 4pp (47% a 43%) para apenas 1pp (46% a 45%), transformando o cenário num empate técnico no limite numérico.
  2. Consolidação e migração ideológica (Polarização):
    • O grupo de “Bolsonaristas convictos” cresceu de 25% para 29% (+4pp, movimento acima da margem de erro).
    • O grupo de eleitores que via “Bolsonaro como alternativa” recuou de 9% para 6% (-3pp).

O dado sugere que Flávio pode ter começado a converter simpatizantes em eleitores convictos após a ratificação de sua candidatura.

  1. Aumento do voto exclusivo em Flávio:
    • A fatia de eleitores que dizem que Flávio “é o único candidato em quem votaria” evoluiu de 25% para 28% (+3pp).
  2. Empate exato nas taxas de rejeição:
    • A rejeição de Lula subiu para 49% e a de Flávio recuou para 49%, fazendo com que os dois favorito voltem a aparecer numericamente empatados no índice de rejeição.
  3. Lula x (Jair) Bolsonaro
    A pesquisa pediu aos eleitores que comparassem a satisfação com o momento atual (2026, sob Lula) com o cenário de quatro anos atrás (2022, sob Jair Bolsonaro).

No Índice de Bem-Estar geral, o ex-presidente leva uma leve vantagem: 41% dos eleitores afirmam que estavam com “alta satisfação” no governo Jair Bolsonaro, enquanto 38% dizem o mesmo no governo a atual.

A pesquisa testou 7 áreas específicas, revelando pontos fortes distintos:

Onde Lula ganha
• A gestão Lula tem seu maior reconhecimento na área social e de serviços. Educação: 48% consideram melhor agora, contra 34% no governo anterior.
• Transporte/Mobilidade: 44% preferem o momento atual, contra 33% da gestão anterior.
• Saúde: 43% veem melhoria agora, contra 36% na gestão anterior.
• Situação das dívidas: 43% veem um cenário melhor agora, contra 42% no governo anterior.

Onde Jair Bolsonaro ganha
• Preços de alimentos e bebidas no mercado: Apenas 31% acham melhor sob Lula, contra expressivos 59% que preferiam a situação no governo Bolsonaro.
• Entre os que veem piora atual nos preços, 43% culpam Lula diretamente.
• Custo de vida: 41% preferem o cenário atual, contra 48% do governo anterior.
• Segurança Pública: 32% avaliam melhor o momento atual, contra 47% que preferiam o governo anterior.

Conclusão: se é verdade que a economia é o principal motivador de voto, Lula tem muito com o que se preocupar, porque está perdendo na comparação. No final, a inflação pode ser o mais importante cabo eleitoral que existe

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