O esperado dia 4 de abril, prazo final para desincompatibilização e troca-troca de partidos, chegou e posicionou as peças sobre o tabuleiro.
Nos estados, onze governadores deixaram seus postos com o objetivo de se candidatarem a um cargo legislativo (principalmente o Senado) ou à presidência da República: Goiás, Rio de Janeiro, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Roraima, Paraíba, Minas Gerais, Acre e Distrito Federal.
Na eleição, o PSD terá seis governadores (Minas, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe); o MDB, cinco (Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Pará e Mato Grosso do Sul); o PT, quatro (Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte); o Republicanos, três (São Paulo, Mato Grosso e Tocantins); o PP, também três (Distrito Federal, Paraíba e Acre); o União Brasil, três (Amazonas, Amapá e Roraima); o PL, um (Santa Catarina); e o PSB, um (Mranhão). O Rio de Janeiro está indefinido.
Onze governadores devem apoiar Lula, sendo os quatro do PT (Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte); dois, do MDB (Pará e Alagoas); um, do PSB (Maranhão); um, do PP (Paraíba); um, do União Brasil (Amapá) e dois, do PSD (Pernambuco e Sergipe).
Nove apoiarão Flávio Bolsonaro, sendo um do PL (Santa Catarina); três, do PP (Distrito Federal, Acre e Mato Grosso do Sul); três, do Republicanos (São Paulo, Mato Grosso e Tocantins); um, do PSD (Rondônia); e um, do União Brasil (Roraima).
Três devem apoiar Ronaldo Caiado, sendo dois do PSD (Rio Grande do Sul e Paraná) e um do MDB (Goiás).
Um deve apoiar Romeu Zema, do PSD (Minas Gerais).
Dois seguem indefinidos, sendo um do União Brasil (Amazonas) e um do MDB (Espírito Santo).
Note que Flávio Bolsonaro não tem o apoio de NENHUM governador nordestino e Lula não tem o apoio de NENHUM chefe de governo das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Nesses estados prevalecem Flávio ou tentativas de terceira via (Zema e Caiado).
A região Norte, que pode ser classificada como “zona de fronteira”, tem os estados com o maior percentual de bolsonaristas, como AC, RR e RO, mas também tem Lula guardando o Pará como sua “jóia da coroa”, sendo o estado eleitoralmente mais importante, com 48,5% de todos os votos da região.
Nesses casos, Lula vai buscar apoiar candidatura de oposição onde não tem força. No Rio Grande do Sul, apoiará a candidata do PDT, em Santa Catarina vai dar suporte ao PSB, no Paraná vai apoiar o MDB. Flávio sustentará o União Brasil na Bahia e o PSDB no Ceará, por exemplo.
Olhando para o tabuleiro dos estados, fica claro que fatores regionais são mais fortes do que as razões ideológicas.




