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POLíTICA

Pesquisa Nexus é primeira a mostrar cenário estável

Lula e Flávio Bolsonaro só oscilaram na margem de erro em relação à sondagem anterior, nos dois turnos e também em rejeição

Há 149 dias • por Leonardo Barreto
Pesquisa Nexus é primeira a mostrar cenário estável
Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: PR e Agência Senado
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3:41

A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda, 27, mostra que a corrida presidencial segue polarizada e estável. Lula mantém 41% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Flávio Bolsonaro oscila dentro da margem de erro, de 38% para 36%.

Na simulação de segundo turno entre os líderes, o cenário é de empate técnico. Lula mantém os mesmos 46% da rodada anterior e Flávio Bolsonaro oscila de 46% para 45%.

Há um empate numérico na rejeição de ambos os candidatos: 48% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum e os mesmos 48% dizem isso sobre Flávio Bolsonaro.

Terceira via e voto fiel

A terceira via ainda não se materializou. Candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema ainda não conseguiram crescer o suficiente para romper a polarização: Zema aparece com 4% e Caiado, com 3%.

Lula tem 23% dos seus eleitores de 2022 buscando outra via, enquanto 26% dos eleitores de Jair Bolsonaro fazem o mesmo.

Do total de eleitores que votaram em Lula no segundo turno de 2022, 77% continuarão com ele. O restante se divide entre Flávio (6%), Caiado (3%), Zema (2%) e outros/não sabe/branco/nulo (13%).

Dos que votaram em Jair Bolsonaro, 76% vão com Flávio, e os demais estão com Zema (7%), Caiado (4%), Lula (3%) e outros/não sabe/branco/nulo (9%).

Avaliação de governo

Na avaliação do governo, Lula se aproxima do patamar mínimo de competitividade: 30% de ótimo e bom, saindo de 35% para 33% de menções positivas.

Segundo a pesquisa, olhando para o indicador de aprovação (46%), a taxa de conversão é de 82% de votos para Lula. Isso significa que, a cada 10 eleitores que aprovam o trabalho de Lula, aproximadamente 8 já decidiram votar nele no primeiro turno.

Problemas do país

Eleitores de Flávio Bolsonaro tendem a apontar corrupção e insegurança como principais problemas do país. Os eleitores de Lula indicam saúde pública e insegurança.

A questão do custo de vida e da inflação chega a apenas 10% das respostas. Esse ainda não se tornou um tema de para o eleitor, ao contrário do que pensam os analistas do governo, que elegeram o endividamento como causa prioritária da situação eleitoral vulnerável de Lula.

Entre aqueles que dizem ter uma dívida em atraso há pelo menos 30 dias, o indicador de intenção de votos é praticamente o mesmo da média geral: 41% para Lula e 37% para Flávio. Esse é outro dado que depõe contra a tese de que o endividamento é o responsável pela vulnerabilidade do cenário de reeleição.

Abstenção e religião

Quando se considera apenas o eleitor que sempre costuma comparecer às urnas, a vantagem de Lula sobre Flávio no 1º turno cai de 5 p.p. para 3 p.p.. Isso sugere, segundo analise da Nexus, que o lulismo depende mais de eleitores que podem eventualmente se abster.

A Nexus identificou que 28% dos eleitores são bolsonaristas convictos e 22% são lulistas convictos. Há um grupo significativo de 22% não polarizados, que não se engajam com o antilulismo nem com o antibolsonarismo.

O corte religioso continua sendo um forte divisor. Lula lidera entre os católicos (45% contra 34% de Flávio), enquanto Flávio Bolsonaro domina entre os evangélicos (49% contra 30% de Lula).

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