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POLíTICA

Lula reprovado, mas na liderança: o paradoxo da Atlas/Intel

Fragilidades da oposição ou baixo conhecimento das candidaturas podem explicar vantagem do presidente

Há 59 dias • por Leonardo Barreto
Lula reprovado, mas na liderança: o paradoxo da Atlas/Intel
Lula. Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
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1:57

Em fala na segunda-feira, 27, o CEO da Atlas/Intel, Andrei Roman, afirmou enxergar um paradoxo em suas pesquisas: Lula está sendo mal avaliado e perdendo segmentos que tradicionalmente o apoiam, mas segue em uma liderança bastante confortável, considerando o contexto.

Números

Nesta quarta, 29, a pesquisa divulgada pelo instituto dá números a esse paradoxo.

Desaprovação x aprovação: 51,2 x 47,6;
Ótimo + bom x ruim + péssimo: 49,3 x 37,9;
Lula x Flávio no segundo turno: 49,2 x 42,9 (diferença de 6,3 pp).

Quando se observa a dinâmica dos dados, também há sinais contraditórios. A avaliação do governo piorou 2,1 pontos em relação à última rodada, e o índice de “ótimo + bom” está próximo da mínima histórica.

Hipótese

A explicação dada pelo próprio Andrei é que, embora Lula esteja fraco, a oposição está ainda mais fraca. Ou seja, as pessoas estariam pensando que Lula é ruim, mas, mesmo assim, melhor do que as opções disponíveis.

Essa situação se dá tanto em relação a Flávio Bolsonaro quanto em relação aos demais presidenciáveis. Isso aparece no relatório, nas simulações de desempenho de segundo turno, em que Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos nem chegam a 40%.

Fragilidade não explorada

É importante ressaltar que esse cenário difere dos apurados recentemente por Nexus e Real Time, que mostram a oposição em situação melhor. Nos dois casos, por exemplo, Caiado aparece empatado com Lula no segundo turno.

Andrei tem uma hipótese: Lula fraco, oposicionistas ainda mais fracos. Outra possibilidade seria: Lula fraco e oposição ainda pouco conhecida. De todo modo, o recado dado é que a fragilidade do governo ainda não foi capitalizada como deveria pelos desafiantes.

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