O governo Lula tem 38 ministérios. Até o dia 4 de abril, no entanto, 25 pastas, ou cerca de 65% do total, podem perder seus titulares. Naquela data vence o prazo de desimcompatibilização, quando políticos têm de deixar os cargos que ocupam se quiserem disputar eleições.
Uma análise do caminho dos ministros sugere o grande peso que o governo dá para o Senado Federal. Um levantamento com base no noticiário (e que pode sofrer alterações) dá um panorama da trilha que será seguida por boa parte do Executivo.
Ressalta-se: estamos ainda falando de possibilidades e especulações.
Senado Federal (10 a 12 ministros)
Rui Costa (BA), Simone Tebet (MS/SP), Marina Silva (SP), Alexandre Silveira (MG), Silvio Costa Filho (PE), Carlos Fávaro (MT), André Fufuca (MA), Waldez Góes (AP), Anielle Franco (RJ), Gleisi Hoffmann (PR) e, talvez, Fernando Haddad (SP).
Câmara dos Deputados (6 a 8 ministros)
Paulo Teixeira (SP), Luiz Marinho (SP), Sônia Guajajara (SP), Jader Filho (PA), André de Paula (PE), Wolney Queiroz (PE).
Governos Estaduais (3 a 4 ministros)
Renan Filho (Alagoas), Camilo Santana (Ceará) e as possibilidades em aberto de Fernando Haddad ou Márcio França (São Paulo).
Governo Federal (1 ministro)
Geraldo Alckmin (Vice-presidência)
Geralmente, essas vagas são preenchidas por técnicos (secretários-executivos) que acabam “segurando a cadeira” enquanto o titular está em campanha. O efeito prático disso é que a Esplanada fica esvaziada de peso político para iniciar programas e a administração se resume a tocar o que já está em andamento.
Em um cenário de Guerra dos EUA contra o Irã, choque de preços de combustíveis, problemas de safra e escândalos variados, o esvaziamento político do governo é um convite para que crises políticas em potencial se transformem em crises de fato.




