Nova pesquisa Meio/Ideia mantém o cenário de empate no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula (48,8 x 45,5). No entanto, o dado mais instigante diz respeito ao nível de convicção do eleitor em relação à decisão de voto.
Em janeiro, 64,5% diziam estar convictos da sua escolha. O número vem caindo desde então e chega agora a 48,6%.
Neste mês, portanto, a maioria dos eleitores (51,4%) afirmou pela primeira vez poder mudar de opinião sobre quem é a melhor escolha em 2026.
Janela de oportunidade
A pergunta que se segue é natural: o aumento do número de não-convictos pode abrir uma janela de oportunidade para um candidato fora da polarização?
Segundo os dados, essa possibilidade existe mais à direita do que à esquerda: apenas 26,6% dos eleitores de Lula cogitam mudar de voto enquanto 60,4% dos eleitores de Flávio dizem que podem trocar de candidato.
Além da percepção de que o eleitor mediano está mais à direita, a proliferação de candidaturas no mesmo espectro (Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos) indica que outros personagens sentem a oportunidade de ser competitivos contra Flávio Bolsonaro.




