Publicada na manhã desta quarta, 25, a pesquisa Atlas-Bloomberg foi a segunda em sequência que apresentou a liderança numérica de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra Lula.
A diferença ainda é mínima (47 x 46), mas há outros elementos que contribuem para visão de que o petista encara um cenário difícil. Atenção para o item 4.
10 insights
1. Gap entre desaprovação e aprovação do presidente subiu 3 p.p. (54 x 46);
2. Entre os evangélicos, a avaliação ruim + péssimo atingiu incríveis 78,6% e a desaprovação está em 85,5%;
3. Avaliação positiva (ótimo + bom) caiu 2 p.p. (41%);
4. Lula praticamente não cresce entre simulações de primeiro e segundo turno. Ele tem 46% nos cenários com vários candidatos e os mesmos 46% nas simulações de segundo turno. Isso sugere que sua capacidade atual de converter eleitores independentes é nula;
5. Considerando que essa é uma eleição de rejeições, Flávio Bolsonaro está ganhando terreno importante, sendo rejeitado “apenas” por 46%, enquanto Lula é rejeitado por 52%;
6. Flávio Bolsonaro tem conseguido melhorar sua imagem, enquanto Lula ficou estacionado nas últimas três rodadas;

7. Até a pesquisa passada, se atribuía o desempenho de Flávio ao desgaste de imagem petista. Essa regra continua valendo. No entanto, a redução da rejeição ao neobolsonarista mostra que ele está conseguindo melhoria de imagem junto ao público de eleitores independentes;
8. Flávio Bolsonaro tem mais confiança para administrar em todas as áreas de políticas públicas, com exceção do tema pobreza e desigualdade social (isso mostra mais uma insatisfação geral como governo do que algum conhecimento/aprovação prévia a um eventual “plano” Flávio Bolsonaro);
9. Há pouquíssimo espaço para “outras vias”: apenas 12% apontam preferir candidatos fora da polarização;
10. A (única) boa notícia para Lula é que ainda há tempo até a eleição e que a campanha negativa contra Flávio Bolsonaro ainda não começou.



