O anúncio da candidatura de Sérgio Moro com o apoio de Flávio Bolsonaro acabou com os planos presidenciais de Ratinho Jr. porque ele ficaria enfraquecido em casa.
Ratinho Jr. avalia que nenhum dos três candidatos à sua sucessão – Guto Silva, Rafael Greca e Eduardo Cury – conseguiria enfrentar Moro com suas próprias forças. Enquanto ele estivesse dedicado à campanha nacional, estaria correndo o sério risco de perder o controle da política local.
E por que não se candidatar ao Senado?
Porque o vice-governador, Darci Piana, tem 84 anos e não conseguiria se engajar na campanha.
Fica claro agora que a única saída de que Ratinho Jr. tinha era ter aceitado a oferta de Flávio Bolsonaro, se candidatar ao Senado, apoiar o candidato do PL e, em troca, ter seu suporte para o candidato que ele escolhesse para o governo do estado.
Tudo ruiu quando Sérgio Moro entrou no páreo e Ratinho Jr. não topou correr o risco de perder o próprio quintal.
O que ficou foi fazer uma campanha nacional como azarão e perder o Paraná. Ele preferiu tentar manter o controle local sacrificando a tentativa de concorrer o Planalto. Afinal, a política é essencialmente local.




