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POLíTICA

Romeu Zema abre o ciclo Brasil de Ideias – Especial Eleições 2026

Pré-candidato à presidência, o ex-governador de Minas tratou de instituições, economia e segurança pública

Há 148 dias • por Carlos Graieb
Romeu Zema abre o ciclo Brasil de Ideias – Especial Eleições 2026
Karim Miskulin, Romeu Zema, Rogério Greco e Laura Regenin no Brasil de Ideias Eleições 2026
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2:32

O Grupo VOTO abriu, na quarta-feira, 29 de abril, em São Paulo, a série Brasil de Ideias – Especial Eleições 2026. O almoço reuniu empresários para dialogar com o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema. Também participou do encontro o secretário de Segurança Pública mineiro, Rogério Greco.

Diálogo

O evento inaugurou uma agenda dedicada ao ciclo eleitoral e aproximou o setor produtivo das lideranças políticas, permitindo que a plateia encaminhasse suas perguntas. Ao longo da conversa, Zema tratou de temas como gestão pública, responsabilidade fiscal e segurança.

Na área econômica, ele defendeu a reforma administrativa e uma revisão da reforma previdenciária. Falou também da redução do tamanho do Estado e da privatização de estatais como Petrobras e Banco do Brasil, para conter o crescimento da dívida pública. Greco apresentou resultados da experiência mineira na segurança pública, destacando a queda de crimes associados ao chamado “Novo Cangaço” e a necessidade de mudanças legislativas em nível federal.

STF

O ponto de maior impacto, porém, foi a crítica ao Supremo Tribunal Federal, que tem ocupado posição central no discurso do pré-candidato. Zema defendeu mudanças no modelo de indicação de ministros, sugerindo idade mínima de 60 anos e a formação de listas tríplices com participação de entidades como OAB, CNJ e Ministério Público, para limitar a influência direta do Executivo.

Em tom contundente, afirmou que o STF atravessa uma crise de credibilidade e utilizou metáforas duras para descrever o cenário institucional, classificando-o como “insustentável”. Também disse que a Corte teria deixado de atuar como moderadora de conflitos para assumir um papel que, em sua visão, amplia tensões políticas. As declarações ocorreram na véspera da sabatina e da votação no Senado que resultaram na rejeição do nome de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo. Isso ampliou a repercussão política do encontro e reafirmou a vocação dos eventos do Grupo VOTO para servir ao encaminhamento das grandes questões brasileiras.

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