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POLíTICA

Panorama da desincompatibilização

De 27 governadores, 18 não podem concorrer à reeleição. A tendência natural é correrem para o Senado, mas há exceções

Há 187 dias • por Leonardo Barreto
Panorama da desincompatibilização
Fórum Nacional de Governadores: a hora das trocas chegou . Foto: Jonathan Campos/AEN
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2:19

Nesta semana começou a temporada de desincompatibilização de cargos públicos para aqueles que desejam concorrer nas Eleições 2026. O prazo é 4 de abril.

Do total de governadores estaduais (27), cerca de 2/3 (18) não podem concorrer à reeleição. A tendência natural de ex-governadores é correrem para o Senado, mas com exceções.

Governos: 27
Reeleição: 9 (SP; SC; BA; CE; PE; PI; SE; AP; e MS)
Não reeleição: 18 (MG; RJ; ES; PR; RS; GO; MT; DF; AL; MA; PB; RN; AC; AM; PA; RO; RR; TO)

Quem sai e quem fica na vaga

Romeu Zema (MG – NOVO) Presidência ou Senado -> Mateus Simões (PSD);

Eduardo Leite (RS – PSD) Presidência ou Senado -> Gabriel Souza (MDB);

Ratinho Júnior (PR – PSD) Presidência ou Senado -> Darci Piana (PSD);

Ronaldo Caiado (GO – PSD) Presidência ou Senado -> Daniel Vilela (MDB);

Ibaneis Rocha (DF – MDB) Senado -> Celina Leão (PP);

Cláudio Castro (RJ – PL) Senado – Deixa cargo vago a ser preenchido por deputado eleito pela Assembleia Estadual;

Helder Barbalho (PA – MDB) Senado ou vice-presidência -> Hana Ghassan (MDB);

Renato Casagrande (ES – PSB) Senado -> Ricardo Ferraço (MDB);

Gladson Cameli (AC – PP) Senado -> Mailza Assis (PP);

João Azevêdo (PB – PSB) Senado -> Lucas Ribeiro (PP);

Mauro Mendes (MT – UB) Senado -> Otaviano Pivetta (REP);

Antônio Denarium (RR – PP) Senado -> Edilson Damião (UB).

Quem fica até o final

Fátima Bezerra (RN-PT): Rompeu com o vice do MDB e prefere controlar o governo até o final, além de enfrentar problemas de baixa popularidade (65% de rejeição);

Wilson Lima (AM – UB): Desaprovado por 79% da população, preferiu não se candidatar;

Carlos Brandão (MA – PSB): Rompeu com o vice do PT e prefere permanecer no governo para consolidar seu grupo político;

Marcos Rocha (RO – UB): Rompeu com o vice do próprio partido e prefere permanecer no cargo para consolidar seu grupo político;

Paulo Dantas (AL – MDB): Com duas chapas muito pesadas para os Senado (Renan Calheiros e Arthur Lira), preferiu terminar o mandato.

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