O Congresso Nacional aprovou a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Depois de receber 63 votos favoráveis e apenas quatro contrários no Senado, na terça-feira (1º), o nome do ex-presidente do Congresso foi confirmado nesta quarta-feira (2) pela Câmara dos Deputados.
A aprovação encerra uma tramitação acelerada iniciada após a renúncia do ministro Bruno Dantas. A indicação de Pacheco foi formalizada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Câmara e Senado
No Senado, o processo foi conduzido em regime de urgência. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi designado relator em Plenário e apresentou parecer favorável à escolha. Na votação secreta, 63 senadores votaram a favor e quatro contra. Eram necessários pelo menos 41 votos para a aprovação.
A votação na Câmara foi marcada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para a manhã desta quarta-feira. Diferentemente do Senado, a deliberação dos deputados foi realizada pelo sistema eletrônico. Antes da sessão, Pacheco participou de um café da manhã com Motta e líderes partidários na residência oficial da Presidência da Câmara.
Mudança de rumo
A ida para o TCU também marca uma mudança na trajetória política de Rodrigo Pacheco. Eleito senador por Minas Gerais em 2018, ele decidiu não disputar a reeleição em 2026 e já havia sinalizado a intenção de encerrar sua participação na política eleitoral.
Pacheco presidiu o Senado e o Congresso Nacional por dois biênios consecutivos, entre 2021 e 2024. Antes de chegar ao Senado, exerceu mandato de deputado federal por Minas Gerais e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara. Advogado, é formado em Direito pela PUC Minas e tem especialização em direito penal econômico internacional.
Nos últimos meses, o nome de Pacheco também esteve no centro das articulações para a composição do Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre defendia sua indicação para a vaga aberta na Corte, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por Jorge Messias. Pacheco também descartou uma candidatura ao governo de Minas Gerais.
Bruno Dantas
No TCU, Pacheco ocupará a cadeira deixada por Bruno Dantas, que anunciou sua saída antecipada do tribunal para se dedicar a novos projetos profissionais. A vaga pertence à parcela da composição da Corte cuja escolha cabe ao Congresso Nacional.
Com a saída de Pacheco do Senado, a cadeira de Minas Gerais deverá ser ocupada pelo primeiro suplente, o ex-deputado federal Renzo Braz (PP-MG).




