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POLíTICA

Pablo Marçal na eleição sinaliza embate com Renan que pode ajudar Flávio Bolsonaro

Além de dividir o palco digital candidato do Missão, influenciador deve acusá-lo de ser “para-choque” de Lula

Há 57 dias • por Leonardo Barreto
Pablo Marçal na eleição sinaliza embate com Renan que pode ajudar Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução
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Entrando como um furacão na corrida eleitoral, Pablo Marçal mobiliza a atenção das redes sociais como poucos, podendo ser comparado apenas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao deputado Nikolas Ferreira.

É difícil especular sobre suas reais intenções e mesmo sobre a viabilidade jurídica da sua campanha. Já aprendemos que, em análise política, julgam-se os resultados das ações e não as suas razões.

Nesse sentido, pode-se dizer que Pablo Marçal, de saída, tira palco de Renan Santos e pode prestar grande colaboração a Flávio Bolsonaro.

A missão de Renan

O candidato do Missão investe pesado nas redes sociais e tem uma equipe de profissionais oriundos da mesma escola de comunicação de Pablo Marçal.

Seu “reformismo radical” (nas palavras dele) mira chocar e “roubar” a liderança da direita da família Bolsonaro, que trilhou por caminho parecido em 2018. Outro objetivo é ser viável em 2030, na era pós-polarização.

A convergência dessas metas faz de Flávio Bolsonaro o verdadeiro alvo de Renan Santos. Críticas a Lula são um passo para se aproximar do eleitor antipetista. Mas a desconstrução do candidato do PL é o que realmente importa considerando que ele busca ser o principal líder da oposição.

Sabendo disso, Flávio está inclinado a optar por uma postura mais defensiva no primeiro turno, condicionando sua participação nos debates à presença de Lula. Na ausência do petista — e até com ele —, Flávio sabe que será o alvo preferencial.

A cartada Marçal

É nesse sentido que Pablo Marçal virou uma poderosa cartada.

Além de dividir o palco digital com Renan Santos, o influenciador vai acusá-lo de se comportar como um “para-choque” de Lula, considerando que suas críticas a Flávio devem ajudar o petista.

Em suas primeiras falas, Marçal buscou reposicionar Lula no centro das críticas políticas e denunciar Renan por não comungar do “objetivo comum” de retirá-lo do Planalto. Assim, o candidato do Missão passará de pedra a vidraça aos olhos dos antipetistas.

Ao “bagunçar” o debate, a presença de Marçal tende a chamar tanta ou mais atenção do que as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro e a diminuir a potência dos ataques de Renan. Dessa forma, neste primeiro momento, é ele que deve passar a atuar como para-choque de outro candidato.

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