Buscar
MUNDO

Rio supera São Paulo em qualidade de vida, diz índice da Economist

Global Liveability Index é um dos principais rankings de qualidade de vida urbano e , pelo segundo ano, traz Copenhague no topo

Há 104 dias • por Carlos Graieb
Rio supera São Paulo em qualidade de vida, diz índice da Economist
Vista de Copenhague. Foto: Wikimedia Commons
Ouça este conteúdo Rio supera São Paulo em qualidade de vida, diz índice da Economist
4:12

A dinamarquesa Copenhague foi novamente apontada como a cidade com melhor qualidade de vida do mundo pelo Global Liveability Index 2026, elaborado pela Economist Intelligence Unit (EIU), braço de pesquisas da The Economist. O levantamento avaliou 173 cidades em cinco dimensões — estabilidade, saúde, educação, infraestrutura e cultura/meio ambiente. Na outra ponta da lista aparece Damasco, na Síria.

A edição deste ano incluiu 19 cidades da América do Sul e Caribe. O Brasil aparece com três representantes: Rio de Janeiro, São Paulo e Manaus. Rio e São Paulo obtiveram notas na casa dos 70 pontos, com vantagem discreta para a capital fluminense, enquanto Manaus surge próxima dos 60 pontos. Em relação a 2025, houve pequena oscilação nas pontuações, sem alterações significativas na distância que separa as cidades brasileiras dos principais centros globais.

O resultado mantém as cidades brasileiras num grupo intermediário do ranking. Embora apresentem bom desempenho em aspectos como cultura e oferta de serviços, continuam perdendo pontos sobretudo em estabilidade e infraestrutura, critérios que têm peso relevante na metodologia da EIU.

Como funciona o índice

O Global Liveability Index foi criado originalmente para auxiliar empresas multinacionais na definição de adicionais (“hardship allowances”) pagos a profissionais expatriados. Tornou-se um dos principais indicadores internacionais de qualidade de vida urbana.

Ao todo, cerca de 30 indicadores são computados, nas cinco dimensões já mencionadas. Eles vão desde riscos de conflitos e criminalidade até a qualidade do transporte público, serviços de saúde e acesso à educação.

O que mudou em 2026

Segundo a Economist Intelligence Unit, as principais movimentações deste ano refletem mudanças geopolíticas e investimentos públicos.

As cidades do Oriente Médio registraram as maiores quedas do ranking, em consequência da instabilidade provocada pela guerra envolvendo o Irã. Mascate, no Sultanato de Omã, caiu 14 posições — o maior recuo da edição — enquanto Doha, Dubai e Abu Dhabi também perderam colocações.

Na direção oposta, cidades chinesas foram as que mais evoluíram, impulsionadas por investimentos em saúde pública. Nos Estados Unidos, Nova York subiu posições após melhora nos indicadores de estabilidade (houve redução de crimes e a percepção de risco de ataques terroristas também diminuiu).

O topo do ranking continua dominado por cidades de porte médio, com serviços públicos consolidados e elevados níveis de segurança. A EIU observa que grandes metrópoles tendem a perder pontos por congestionamentos, criminalidade e pressões sobre infraestrutura, razão pela qual Tóquio é a única megacidade presente entre as dez primeiras colocadas.

As dez cidades mais habitáveis do mundo

  1. Copenhague (Dinamarca) — líder pelo segundo ano consecutivo, com nota 98 e pontuação máxima em estabilidade, educação e infraestrutura.
  2. Viena (Áustria) — mantém desempenho excepcional em saúde e educação, permanecendo na vice-liderança.
  3. Melbourne (Austrália) — destaca-se pela combinação entre oferta cultural, meio ambiente e qualidade dos serviços públicos.
  4. Sydney (Austrália) — avançou no ranking graças ao elevado padrão de infraestrutura e qualidade de vida.
  5. Zurique (Suíça) — referência em estabilidade institucional, serviços urbanos e mobilidade.
  6. Genebra (Suíça) — combina excelente sistema de saúde, educação e segurança.
  7. Osaka (Japão) — mantém posição entre as melhores graças ao equilíbrio entre estabilidade e infraestrutura.
  8. Adelaide (Austrália) — cidade de médio porte reconhecida pela elevada qualidade dos serviços públicos.
  9. Vancouver (Canadá) — única representante da América do Norte entre as dez primeiras colocadas.
  10. Tóquio (Japão) — entrou no top 10 após melhorar sua avaliação em cultura e meio ambiente, tornando-se a única megacidade do grupo.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER